Eli Cordeiro

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Técnicas Terapêuticas Integrativas de Consciência

Eli Cordeiro

Para melhor compreensão deste modelo de trabalho, apresentaremos alguns conceitos nele utilizados.

1 – Músico, subpersonalidade (segunda Assagiole), consciência física, consciência, personalidade física, personalidade, personalidade múltipla, ser circunstancial, indivíduo, fragmento psíquico, o ser, pessoa, atendido significa o ser em algum ¨momento” de sua história evolutiva.

2 – Maestro, consciência, alma, significa o Ser, que a cada experiência expressa com maior e crescente fidelidade Sua Essência Divina; ou seja, refere-se ao Ser, cujo caminhar dentro do processo evolutivo vem dos mais remotos tempos e estados conscienciais, um ser em constante construção consciencial, em evolução contínua, capaz de elaborar a si mesmo, e com graus cada vez maiores de responsabilidade e discernimento, clareza.

3- Lado transpessoal, Essência, Espírito:  todo SER criado, com suas múltiplas e diversas condições de manifestação consciente.

Logo, muitos eu´s menores ao longo da história evolutiva (1) vem desenvolvendo e estruturando a consciência (2) para esta cada vez mais expressar Sua Essência Divina. Assim, a consciência permite revelar o Presente, o já Existente.

E há ainda uma “força”, algo interligando Todo o Existente, toda a criação, alguns O chamam de Deus.

Introdução

O psiquismo humano tem sido objeto de observação e investigação desde os mais remotos tempos da história da humanidade. Em diversas culturas, sábios e iniciados estudaram este assunto. 

A transmigração da alma, bem como as diversas realidades nas quais ela estaria inserida, foi abordada por vários pensadores gregos, dentre os quais Zoroastro, Pitágoras e Platão.

Muitas civilizações, inclusive, nos oportunizaram preciosos conceitos através de sua maneira de interpretar a vida, cada qual a seu modo, Celta, Grega, Védica, Egípcia, dentre outras. 

As religiões, em geral, também apresentaram e apresentam explicações para a vida pós-morte. Assim sendo a busca da Humanidade por respostas se faz presente desde sempre.

Recentemente, com o advento da psiquiatria e da psicologia, o estudo da alma humana tomou novos contornos com o legado de grandes pesquisadores.

Freud, um pioneiro, contribuiu significativamente com o desenvolvimento da hipótese de que as doenças físicas poderiam ter causa psicológica e não orgânica.

Assagiole, criador da psicosíntese, introduziu importantes conceitos, dentre eles, o das faixas transpessoais da consciência e aspectos espirituais do ser, sendo dele as seguintes palavras:

“A personalidade do indivíduo é como uma orquestra. Cada parte dela, chamada subpersonalidade, é um músico, e o EU é o maestro. Não se pode eliminar um músico, mas fazer com que todos toquem em harmonia. O maestro determina quem vai tocar e a que horas. O compositor é o lado transpessoal do indivíduo, o que cria. O importante é a ligação harmoniosa entre todos para a boa execução da sinfonia”.

Jung, criador da psicologia analítica, afirma que “a psique, tal como se manifesta, é menos um continente do que um arquipélago, onde cada ilha representa uma possibilidade autônoma de organização da experiência psíquica”, assim como, que “O funcionamento da psique baseia-se no princípio da oposição entre os elementos contrários. A tarefa do homem no caminho da individuação é unir os opostos”.

Nesta linha, hoje em dia, existem grandes e determinados pesquisadores, com seus trabalhos influenciando sobremaneira a forma do ser humano se ver e se entender dentro do que se denomina vida.

Dentre estes, está um renomado terapeuta gaúcho, Jose E. S. Godinho, que vem há anos contribuindo significativamente para a expansão da compreensão do funcionamento da psique humana.

Segundo ele, cada experiência do homem na matéria mais densa, como por exemplo, no planeta Terra, desencadeia a construção de uma nova personalidade ou a religação a uma já anteriormente construída, em outro momento da historia evolutiva do ser.

Assim, a cada conexão do Eu com a matéria densificada surge um diferente eu menor, ou é renovado um eu já existente, que se utiliza desta ligação, desta forma de expressão para a expansão de consciência como um todo, auxiliando a alma, ou Eu Maior na compreensão sobre Si e sobre "Universo”.

Seu trabalho interpreta o processo evolutivo do ser através da “criação” de personalidades, as quais têm relativa autonomia de manifestação, e o inconsciente como a morada destas múltiplas projeções, que juntas perfazem a consciência física.

Assim sendo, a personalidade física ou a consciência física, como conhecida consistiria da alternância de um conjunto imenso de “personalidades”, que para fins didáticos, no presente modelo de trabalho, são denominadas como fragmentos psíquicos ou ainda como projeções da consciência cósmica.

Assim denomina-se porque estas porções da alma humana ou projeções da consciência cósmica, podem viver suas “vidas” independentemente da intenção do ser consciente, da consciência física, permeiam e constituem o psiquismo sem que a pessoa se aperceba.

Algumas delas não estão aproximadas do propósito maior de viver, encontrando-se, portanto apartadas neste sentido, ou seja, existem somente para si, desconhecendo sua realidade Cósmica Essencial.

No entanto, existem também fragmentos com avançado alinhamento ao propósito do Ser, e estes o auxiliam nos mais variados setores da vida, desde que a consciência física tenha condições de refleti-los, de expressa-los.

E é justamente, devido à alternância de opostos, ou seja, das muitas diferenciações existentes entre cada fragmento, bem como e principalmente do distanciamento consciente do ser dos princípios harmônicos da vida, que o mesmo esta sujeito aos seus diferentes movimentos, advindos de cada porção. 

Cada fragmento possui autonomia, pujança e condição situacional própria, e quando em desarmonia interferem na dinâmica psíquica, podendo inclusive assumir o comando da consciência física.

Com base nesta questão, é que muitos sábios e estudiosos do psiquismo recomendam a valorização do presente, do momento presente, da necessidade da atenção, do vigiar, de voltar-se para o lugar e situação onde o ser se encontra.

Além de evitar dissociações, esta postura permite maior espectro de atuação da consciência física. 

Cumpre esclarecer que estes fragmentos psíquicos provêm de qualquer momento da existência do Ser, são experiências vivenciais e, portanto possuem contextos de vidas próprios bem como emoções vinculadas às suas respectivas experiências, como as que qualquer pessoa experimenta no seu dia-a-dia.

E por isso mesmo foram impressas no psiquismo, aliás, quanto maior a carga emocional mais profunda será a impressão psíquica.

A consciência física seria então, por definição, composta pela alternância destes fragmentos, fato que por si só não consiste em foco de nenhuma patologia. 

A intervenção psíquica somente se faz necessária quando fragmentos desarmônicos, carregados de traumas, apegos ou recalques, ultrapassam a barreira do inconsciente e despertam na consciência física como uma mensagem, uma influência desconhecida sem que ao menos a pessoa tenha percepção da existência deste mecanismo. 

Tais fragmentos influenciam e interferem nas decisões, orientam as escolhas e perturbam a psique constantemente, podendo inclusive ser a causa de muitos males físicos e/ou psicológicos.

Nestes casos a intervenção psíquica é recomendada, pois possibilita a ressignificação dos conteúdos de cada parte através de técnicas integrativas da consciência, tais como a Captação Psíquica e a TRRP – Terapia Resignificatica de Registros Psíquicos.

 É imprescindível diferenciar as duas abordagens de acesso ao inconsciente utilizada neste modelo de trabalho, enquanto que na Captação Psíquica há a participação efetiva de um segundo terapeuta sensitivo cujo trabalho é acessar, sintonizar e traduzir o fragmento tanto para o atendido quanto para seu parceiro Terapeuta, na TRRP o próprio atendido com o auxílio do terapeuta entra em estado alterado de consciência e o acessa, ou seja, a maneira como se faz o acesso a essas porções é o maior diferenciador das duas técnicas integrativas.

Ao serem acessados, captados e tratados os fragmentos são “atualizados”, reestruturados através da ressignificação de seus conteúdos e por isso trazem à consciência física uma nova organização psíquica, alterando significativamente a sua dinâmica. Trazendo bem estar e alívio. Uma soltura inesperada e oportuna percebida ao longo do tratamento.

A percepção das formas de influenciação dos mesmos pode ser das mais variadas, desde uma ingênua e contínua indecisão, uma angústia, uma depressão, podendo chegar a devastadoras e graves síndromes, estando à intensidade do distúrbio intimamente correlacionada à profundidade da impressão.

Tais distúrbios psicológicos e/ou físicos “eclodem” e comumente não recebem diagnóstico assertivo por parte da medicina convencional. O incomodo existe, mas a causa muitas vezes permanece como uma incógnita. Geralmente são realizadas suposições e tentativas repetitivas de tratar com medicamentos invasivos, cuja atuação no conjunto bioquímico do organismo costuma ser danosa.

Todavia, vale ressaltar, o vinculo deste trabalho é de ordem terapêutica e, assim sendo, em primeira instância, o compromisso é cuidar do ser, auxilia-lo a transitar com maior leveza pela vida.

Não obstante, não há a dúvida quanto à existência do registro, em relação à sua origem, contudo é primordial o levantamento de mais dados e informações para o estabelecimento de parâmetros mais seguros e só então um posicionamento.

Por outro lado, as técnicas integrativas de consciência através da ressignificação de registros psíquicos não harmônicos utilizadas neste modelo de trabalho possibilitam a devida harmonização dos mesmos com base na atenção, no auxílio do Olhar Atento do Terapeuta, cujo intuito maior é libertar ampliando a consciência do ser sobre si mesmo e sobre a Vida. 

Conjuntamente, conforme cada caso podem ser utilizadas outras técnicas terapêuticas complementares, tais como terapia de florais, transferência energética por imposição de mãos e a reorientação comportamental, que visam aliviar prováveis desconfortos resultantes desta reestruturação da dinâmica psíquica da consciência do atendido. 

Atualmente, há maravilhosos terapeutas trabalhando com o intuito maior de libertar o ser, cujos trabalhos ofertando-lhe um caminho de encontro com, de aproximação com seu Eu Maior.

Referencia-se neste modelo de trabalho, com carinho e contentamento, o trabalho do padre ortodoxo francês, Jean-Yves  Leloup, o trecho transcrito a seguir foi compilado de uma de suas memoráveis obras,  o livro Cuidar do Ser, cujo enunciado traduz o compromisso terapêutico aqui utilizado.

 “A família dos Terapeutas, cujo esforço constante é aprender a ver claro, deve apegar-se à contemplação do Ser, elevar-se acima do sol sensível e nunca abandonar esta regra de vida que conduz à perfeita felicidade. Aqueles que se tornam Terapeutas não o fazem por costume nem por exortação ou solicitação de outrem, mas impulsionados pelo amor divino”.

Este é o Olhar desejado daquele que se propõe a Cuidar do Ser. Não basta ver. Não basta compreender, imperioso se faz facilitar a libertação, ampliando e reorientando a consciência de cada atendido.

Assim sendo, instâncias psíquicas elaboradas em outros momentos da história evolutiva do ser, agora necessitam de atenção, de oportunidades de atualizarem-se, de adquirirem um novo contorno, resignificando os símbolos de suas experiências.

 Logo, deve-se, então, ofertar a possibilidade dele mesmo, o atendido, tornar-se seu próprio Terapeuta, em condição de seguir adiante mais atento e com mais suavidade. Uma reconexão consigo mesmo.

Excelentes resultados foram observados com a aplicação destas técnicas de tratamento do psiquismo, tratamentos médicos foram são abreviados, diagnósticos de depressões e esquizofrenia equacionados e dores sem causa identificada desapareceram.

Além de que muitos atendidos aparentemente sem forças e expressão para conduzirem suas vidas com alegria e contentamento descobriram-se fortes e capacitados para cuidar de si.

Desta forma, a tarefa intrínseca de cada atendido é refletir e absorver com tranquilidade o ensinamento revelado em cada tratamento de seus eus, utilizando-se deles em prol de seu bem estar, de seu crescente acesso a Si mesmo.

Por outro lado, a resultante obtida em cada experiência vivencial trouxe e traz uma orientação precisa para a consciência física de um referencial harmônico, ou não, para sua estruturação saudável.

Até porque a natureza de cada registro informa para onde atitudes, hábitos e condicionamentos conduziram à vida do ser dentro daquele contexto.

Enfim, busca-se auxiliar de maneira amorosa e construtiva o atendido em sua vivência atual reforçando ou desenvolvendo parâmetros de paz e harmonia em múltiplos os aspectos de sua vida, diminuindo assim a distancia para consigo mesmo, seu Eu Maior, o auxiliando fraternalmente a aproximar-se cada vez mais de sua própria Divindade.


Captação Psíquica

Captação Psíquica

 

Alinhamento Comportamental

Alinhamento Comportamental